Terça-feira, 31 de março de 2015
Última Modificação: 27/08/2018 18:55:22 | Visualizada 184 vezes
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Os servidores municipais da saúde decidiram em assembleia realizada no meio da tarde desta segunda-feira, 30, manter a paralisação por tempo indeterminado. De acordo com a coordenadora de Comunicação do Sismuc, Andriana Claudia Kalckamnn, a greve foi mantida porque a proposta apresentada pela prefeitura, em reunião com a diretoria do Sindicato no começo da tarde de hoje não apresentou nenhum avanço. "Eles queriam mais uma vez prorrogar os pagamentos", declarou.
Por conta da greve dos servidores da saúde o atendimento nos postos de saúde de Curitiba ficou comprometido nesta segunda-feira,30. A paralisação foi a partir da 0h desta segunda-feira (30). Segundo o sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba (Sismuc), a categoria já tinha decidido pela greve, que será por tempo indeterminado, na última quinta-feira (26) em uma assembleia que reuniu centenas de servidores. Essa mobilização marca a retomada da greve geral de fevereiro, de acordo com as informações do sindicato.
Com a greve, 109 unidades básicas de atendimento e oito de pronto-atendimento 24 horas terão os serviços prejudicados. Apenas os atendimentos de urgência e emergência serão assegurados, mantendo-se os 20% mínimos nas unidades 24 horas e as básicas devem ficar fechadas durante o período de paralisação.
Os servidores afirmam que a Prefeitura de Curitiba não pagou ajustes do piso salarial, vencimentos retroativos e gratificações. "Os acordos foram discutidos ao longo de 2014. Em fevereiro deste ano, a greve foi deflagrada e a prefeitura havia assumido o cumpromisso de cumprir com os acordos, mas isso não aconteceu", disse a coordenadora do Sismuc Irene Rodrigues.
O efetivo total de funcionários é de 7,2 mil servidores, cerca de 3 mil aderiram à paralisação. Entre os trabalhadores que aderiram à greve estão médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos administrativos, farmacêuticos, entre outros.
Em nota divulgada na sexta-feira (27), a administração municipal informou que considera injustificada a decisão dos servidores da saúde de paralisarem as atividades a partir desta segunda-feira. "A prefeitura reafirma o cumprimento dos compromissos assumidos com a categoria e informa à população que adotará um plano de contingência para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o melhor atendimento possível nesse período", diz um trecho da nota.
Passeata
A categoria que se reuniu a partir das 9 horas de manhã na Praça Santos Andrade de onde seguiram em passeata até a sede da Secretaria Municipal de Recursos Humanos, localizada do edifício Delta, na Avenida João Gualberto, no Alto da Glória.Segundo as informações da Secretaria de Trânsito, os ônibus da linha Santa Cândida Capão Raso estão precisando desviar o local. Os motoristas devem também evitar o local.