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Paraná perde 32 dos 56 médicos estrangeiros...

Quinta-feira, 29 de agosto de 2013

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Somente 24 profissionais de outros países tiveram as indicações homologadas. Eles iniciam trabalho em 16 de setembro

Os municípios do Paraná perderam 32 médicos estrangeiros que viriam para atuar nas cidades dentro do programa Mais Médicos, do governo federal. Inicialmente, o Ministério da Saúde havia indicado 56 estrangeiros para trabalhar nas cidades paranaenses. No entanto, por problemas na documentação, nem todas as indicações puderam ser homologadas e restaram 24 estrangeiros para o estado. A expectativa é que eles comecem a clinicar no dia 16 de setembro.

Os 42 profissionais brasileiros indicados para o estado iniciam as atividades na próxima segunda-feira. Somados aos estrangeiros, serão 66 médicos para as cidades paranaenses dentro da primeira fase do programa Mais Médicos. Esse número corresponde a apenas 7% da demanda inicial das prefeituras do estado. Ao todo, os municípios solicitaram 969 médicos.

 

Com a baixa, três municípios que no início de agosto estavam entre as cidades selecionadas para participar do programa ficaram de fora: Guarapuava (nos Campos Gerais), Tamarana (Norte) e Fazenda Rio Grande (na Região Metropolitana de Curitiba). Para Guarapuava estavam designados inicialmente dois médicos estrangeiros. Fazenda Rio Grande e Tamarana receberiam um profissional de fora do país cada uma.

 

Até ontem, porém, a administração de nenhum desses municípios tinha confirmado a informação de que estavam fora da primeira etapa do Mais Médicos. A prefeitura de Guarapuava informou que ainda aguardava a confirmação do Ministério da Saúde sobre o pedido de nove médicos para o município. Do mesmo modo, Fazenda Rio Grande e Tamarana ainda esperavam mais informações de Brasília.

 

Além dos três municípios paranaenses cotados inicialmente para participar do programa e que acabaram ficando de fora dessa primeira fase, outras dez cidades do Paraná acabaram perdendo com a desclassificação dos 32 médicos estrangeiros. Curitiba, por exemplo, que inicialmente receberia dez médicos formados fora do país, só contará com dois. Londrina, teria três, mas ficou sem nenhum.

 

Nova chance

 

De acordo com informações do Ministério da Saúde, as cidades que não foram atendidas nessa primeira etapa do Mais Médicos estão automaticamente inscritas para a segunda – que fecha as inscrições para médicos e novos municípios amanhã. Embora não precise solicitar novamente a participação, a prefeitura pode atualizar o cadastro da cidade e pedir mais profissionais. O resultado da segunda etapa deverá sair na segunda quinzena de setembro. Os médicos começam a trabalhar no dia 28 de outubro.

 

Ensino em Cuba é voltado para a comunidade

 

Estudante de Medicina em Cuba, o curitibano Jean Guilherme Maia diz que o ensino na ilha é muito voltado para a comunidade e para a atenção básica e preventiva. Durante todo o curso, os professores destacam que é um dever do médico atender a comunidade e servir à população.

 

“Tem isso, de que a medicina cubana é preventiva e ponto. Não é bem assim. O que acontece é que lá se ensina e é feita uma medicina de atenção básica”, afirma. “A prática de medicina em Cuba cumpre o que é chamado de medicina clínica, que envolve entrevista do paciente e o exame físico. Só depois são solicitados exames complementares, se o médico julgar necessário”, completa Jean.

 

O curitibano vai iniciar o quarto ano de medicina em setembro. Foi para a ilha graças a um programa de intercâmbio que o governo cubano mantém com organizações não governamentais, partidos políticos e movimentos religiosos. Após um ano de curso preparatório, ingressou na Escola Latinoamericana de Medicina (Elam). Agora, já no terceiro ano, estuda na Universidade de Ciências Médicas Carlos Juan Finlay, na província de Camagüy, a 600 quilômetros de Havana.

 

Ele conta que em Cuba o curso de medicina dura seis anos, assim como no Brasil. Do terceiro ao quinto ano, o estudante passa a ter aulas nos hospitais. A partir do sexto ano, ele se torna um interno, e passa por diversas áreas – da clínica cirúrgica ao plantão no pronto-socorro. “Passo o dia estudando. Se você não estudar, não consegue alcançar”, diz Jean, que afirma ter a intenção de voltar para o Brasil para ajudar comunidades carentes.

 

Missão humanitária

 

Esse, aliás, é o objetivo do programa: que quem se forme em Cuba volte para o seu país de origem para trabalhar nas regiões mais necessitadas. Esse também é o espírito da formação dos médicos de lá. Segundo Jean, a maioria de seus professores já trabalhou em outros países, em missões semelhantes a dos cubanos agora no Brasil dentro do programa Mais Médicos.

 

Sobre a polêmica atual, ele faz críticas aos conselhos de medicina. “A atitude dos Conselhos é de desrespeito ao povo brasileiro.”

 

Lapa aguarda dois médicos cubanos

 

A Lapa, na Região Metro­politana de Curitiba, espera receber dois médicos cubanos para atender as áreas mais afastadas do município já a partir do dia 16 de setembro. Segundo informações da prefeitura, o governo federal já teria confirmado a ida dos profissionais cubanos para a cidade. A Lapa está entre os cinco municípios paranaenses que solicitaram médicos, mas não foram selecionados por nenhum dos candidatos na primeira fase do programa e integram a lista das 701 cidades prioritárias.

 

Além da Lapa, Itambé (Região Noroeste), Jataizinho (Norte), Mandirituba e Tunas do Paraná (ambas na Região Metropolitana de Curitiba), também estão nesse grupo. No início desta semana, porém, apenas a prefeitura da Lapa confirmava que receberia os cubanos. Oficialmente, o Ministério da Saúde ainda não divulgou qual será a distribuição dos 400 profissionais que já estão no país.

 

Os médicos de Cuba iniciaram na segunda-feira um curso de três semanas e passarão por uma avaliação ao fim das aulas. Após o resultado, será definida a alocação dos profissionais aprovados. Na terça-feira, o ministro Alexandre Padilha afirmou que a estratégia de distribuição dos médicos será definida até o fim da semana.

 

“Estamos definindo isso a partir de indicadores de pobreza, escassez de profissionais médicos, IDH dos municípios e composição das equipes. A ideia é poder alocar casais de médicos no mesmo município”, explicou o ministro.

 

 

 

Fonte: Gazeta maringá

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