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O que vai mudar no Ibovespa com a derrocada da OGX...

Terça-feira, 08 de outubro de 2013

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Problemas na petroleira de Eike Batista fazem Bovespa realizar primeira mudança em 45 anos. Bancos ganham espaço no novo modelo

A BM&Bovespa vai fazer a primeira mudança no Ibovespa em 45 anos, em uma tentativa de ampliar a representatividade do índice de ações na economia brasileira e torná-lo menos suscetível às oscilações bruscas de alguns papéis.

A alteração vem na esteira dos problemas causados pela derrocada da petroleira OGX, do empresário Eike Batista, que era a quarta ação mais importante do Ibovespa. Ao afundar, a OGX puxou para baixo o índice, o que gerou críticas ao modelo de distribuição das ações no Ibovespa.

 

“Sem dúvida, os problemas da OGX anteciparam as mudanças. No geral, as alterações são positivas e vão dar maior aderência do índice à economia”, diz Felipe Rocha, estrategista da corretora Omar Camargo.

 

O novo formato, anunciado há pouco menos de um mês será implantado em duas fases – a primeira fica pronta em janeiro e a fase definitiva em maio de 2014.

 

Critérios

 

O novo critério considera, além da liquidez, o valor de mercado das companhias. O cálculo do índice de negociabilidade vai considerar um terço da participação no número de negócios e dois terços do volume financeiro da bolsa. Até agora, o critério que prevalecia era o da liquidez, o que fez com que empresas com baixo valor de ações, como a OGX, pudessem figurar entre as de maior peso no índice. Para analistas, o novo modelo também diminui o caráter especulativo no índice.

 

O novo Ibovespa deve dar ainda mais peso a empresas que já são grandes em valor de mercado, como Petrobras, Vale e Itaú. O setor bancário será, provavelmente, o que mais vai aumentar sua participação, de cerca de 15% para 20%. “Empresas como Ambev e BR Foods também devem ganhar participação. Em compensação, setor de construção civil, perde espaço, assim como empresas como Usiminas e Oi”, diz Ricardo Correa, diretor da corretora Ativa. Juntos, os quatro maiores bancos listados em bolsa – Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander – têm valor de mercado conjunto de cerca R$ 400 bilhões.

 

Na visão da corretora, o novo formato é positivo e alinha a bolsa brasileira ao modelo usado em outros países. A tendência é que, com a concentração das empresas de maior valor de mercado, os volumes financeiros negociados também subam.

 

Para Luiz Augusto Pacheco, gestor de portfólio da boutique de investimentos Inva Capital, o desempenho do Ibovespa vai permanecer bastante concentrado. Criado em 1968,o Ibovespa é composto de ativos de cerca de 67 empresas.

 

Por conta dos efeitos da queda das ações OGX, o índice descolou de outros dois – IBrX e IBrX50–, que têm reputação de traduzir mais o mercado brasileiro, já que não levam tanto em conta a liquidez das ações. “Acredito que a mudança poderá contribuir para melhorar o sentimento do investidor estrangeiro em relação ao Ibovespa”, diz Correa, da Ativa.

 

Fonte: Gazeta Maringá

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