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Oferta de ensino t?cnico profissional no Paran? dobra em quatro anos...

Segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Última Modificação: 09/06/2020 16:54:33 | Visualizada 241 vezes


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Desafio para expansão do sistema é o alto índice de evasão, que chega a 50% em alguns dos cursos. Falta de professores também ameaça o aproveitamento

A educação profissional praticamente dobrou de tamanho nos últimos quatro anos no Paraná. Em 2009, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) registrou 42,9 mil matrículas em cursos técnicos subsequentes e integrados ao ensino médio. Neste ano, já são mais de 83 mil estudantes. Ao longo deste período, a presença do sistema também avançou pelo estado. Hoje, os cursos estão disponíveis em 184 cidades, contra 170 em 2009 – uma cobertura equivalente a 46% dos 399 municípios paranaenses. O governo tem como meta gerar mais 20 mil vagas no ano que vem.

Em meio ao desafio de expandir a rede de ensino profissional, a Seed precisa lidar com a evasão de alunos, considerada alta nessa fase da educação. O problema é maior junto aos cursos subsequentes, em que a capacitação ocorre após a conclusão do ensino médio. No ano passado, as desistências atingiram 4% das matrículas em cursos integrados e 18% nos subsequentes. Em alguns cursos desta última modalidade, o abandono tem alcançado até 50% dos estudantes matriculados. “Nosso grande desafio é que as turmas comecem efetivamente com quem tem interesse em fazer o curso”, define a diretora do Departamento de Educação e Trabalho da Seed, Fabiana Cristina Campos.

 

Segundo a gestora, a secretaria está apostando na conscientização dos estudantes para evitar a ociosidade nas vagas após a matrícula. O órgão pretende apresentar a proposta de cada curso aos jovens antes do ingresso deles na modalidade. “O custo é muito alto, não podemos começar com 30 alunos e terminar a turma com seis”, justifica Fabiana.

 

Ela cita como exemplo a evasão em cursos técnicos inseridos na área de Exatas. Num curso de Informática, comenta a diretora, é comum que os jovens se assustem com a grade de Física e Hardware e logo desistam de frequentar as aulas. Além disso, outra questão, desta vez técnica, ameaça o aproveitamento dos cursos – a falta de professores. “Bons professores acabam fazendo a diferença e o profissional, quando mal preparado, também contribui para que o aluno não fique no curso”, pondera a diretora.

 

Por seguir a demanda socioeconômica dos municípios na oferta de educação profissional, a Seed vem contratando mais professores através de processos seletivos simplificados do que por concursos públicos. “É uma demanda cíclica”, diz Fabiana, ao assinalar que a grande maioria dos contratados é bacharel, mas também tem formação na área pedagógica. Com o efeito de “pleno emprego” na economia brasileira, ela admite que não são muitos os que se dispõem a entrar em sala de aula. “Os cursos não ficam sem professor, mas eles não estão sobrando”, salienta. Para não ficar sem cobertura, o órgão tem aberto processos seletivos mais de uma vez ao ano.

 

Ainda falta unir teoria e prática, diz especialista

 

A evasão no ensino técnico é um problema semelhante ao abandono escolar ainda nos anos do ensino médio. É o que avalia a gerente técnica do movimento Todos pela Educação, Alejandra Meraz Velasco. Para ela, despertar o interesse do aluno para esse tipo de curso se mostra ainda mais necessário, já que a educação profissional implica no aumento de disciplinas cursadas durante o ensino médio.

 

Mesmo com investimentos no setor, Alejandra analisa que também falta conexão de alguns cursos com a prática no mercado de trabalho. “Apesar do nome ser educação profissional, isso [falta de conexão com a prática] ainda acontece. O próprio mercado acaba sentindo que os alunos não têm esse diferencial”, diz ela, ao ponderar que o título do ensino profissional precisa de mais valor agregado para que se reduza a evasão, sobretudo, em cursos subsequentes.

 

A Seed argumenta que o perfil do aluno do subsequente no Paraná, em sua maioria, é composto por trabalhadores inseridos ou a serem inseridos no mercado de trabalho. Esse público estaria se deparando com dificuldades em conciliar a vida profissional e a rotina de estudos ou ainda tendo de optar entre estudar e apenas trabalhar.

 

No estado, o ensino técnico está presente em 17% dos 2.147 estabelecimentos estaduais de ensino. Somando ao ensino médio integrado e subsequentes às vagas do Proeja, Formação de Docentes, Qualificação Profissional, Profuncionário, E-Tec Brasil e Pronatec a educação profissional no Paraná já registrou neste ano 116.991 matrículas.

 

 


 

 

R$ 11 milhões é o investimento na implantação de cada colégio para o ensino técnico, considerando a construção, mobiliário, equipamentos de laboratório e acervos bibliográficos. No interior do estado, as cidades de Cianorte, Assaí, Francisco Beltrão, Ibaiti, Manoel Ribas, Laranjeiras do Sul, Pitanga e Terra Roxa receberão unidades. Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), os municípios de Almirante Tamandaré e Fazenda Rio Grande também foram contemplados.

 

 

 

 

Fonte: Gazeta do povo - maringá

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