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Entidades de Maringá pedem terceira faixa nas rodovias pedagiadas...

Sexta-feira, 18 de outubro de 2013

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Durante audiência pública promovida pela CPI do Pedágio na cidade, lideranças criticaram a falta de duplicação de vários trechos e defenderam redução nas tarifas e a não prorrogação dos contratos com as concessionárias

A audiência pública promovida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as concessões de pedágios no Paraná foi marcada por muitas reclamações em Maringá. Durante o encontro realizado na tarde de quinta-feira (17) pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), lideranças e representantes de entidades questionaram a falta de investimentos nos trechos privatizados.

 

De acordo com o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Marco Tadeu Barbosa, o alto custo do pedágio acaba afastando as indústrias da região de Maringá, que optam por municípios mais próximos do Porto de Paranaguá, como Ponta Grossa. “Temos um serviço de quinta categoria e um preço de primeira categoria”, criticou.

 

Os empresários também criticaram a falta de duplicação em muitos trechos e defenderam redução nas tarifas e a não prorrogação dos contratos do governo estadual com as concessionárias.

 

Segundo dados apresentados pela Acim, o número de veículos que circula pelas praças de pedágio da região de Maringá aumentou 90% de 2005 a 2012. Apesar deste aumento, os empresários salientaram que basicamente obras de manutenção foram realizadas durante o período.

 

Na ocasião, o membro do Conselho Superior da Acim, Helio Costa Curta, sugeriu que as concessionárias fizessem pelo menos a terceira faixa nas rodovias do interior. “A nossa proposta para esta CPI é que seja exigida uma terceira faixa nas vias pedagiadas. Nossas rodovias estão infartadas. A solução mais rápida para resolver o problema é imediatamente fazer isto, uma terceira faixa. Não é um investimento tão alto se comparado à crescente arrecadação com as tarifas que são cobradas.”

 

Ainda durante a audiência, o presidente da CPI do Pedágio, Nelson Luersen (PDT), reforçou que as obras em todo o Paraná precisam ser imediatamente retomadas de acordo com o contrato original e, por esta razão, é urgente a revisão dos contratos.

 

A CPI do Pedágio já realizou audiências públicas em Curitiba, Jacarezinho, Cascavel Foz do Iguaçu e Londrina. Até novembro, também deverão ser ouvidas as comunidades das regiões de Paranavaí, Campo Mourão, Ponta Grossa e Guarapuava.

 

Procon propõe realização de pesquisa

Durante a audiência, o coordenador do Procon de Maringá, João Luiz Regiani, informou que o órgão de defesa do consumidor poderá fazer uma pesquisa de opinião sobre o pedágio em Maringá. Ele também se colocou a disposição de propor levantamento semelhante nos outros 47 Procons do Paraná.

 

Deputados fazem inspeção em Praça de Pedágio

 

Ainda durante a tarde de quinta, os deputados da CPI do Pedágio fizeram uma inspeção nas instalações da Praça de Pedágio de Arapongas, na PR-444 que liga Londrina à Maringá. De acordo com o presidente da comissão, deputado estadual Nelson Luersen (PDT), foi verificada uma fila de caminhões e a manifestação de motoristas indignados com a falta de agilidade, mesmo em dias normais e sem horário de pico.

 

“É incrível o que presenciamos hoje aqui. Temos que pensar em soluções para agilizar o atendimento dos usuários, que permanecem na fila do pedágio por vários minutos até que possam ser atendidos”, disse em nota divulgada no site da CPI.

 

A reportagem tentou contato com representantes da concessionária Viapar, mas nenhum responsável foi encontrado para comentar as críticas.

 

Fonte: Gazeta-Maringa

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