ÚLTIMAS NOTÍCIAS /

A todo vapor...

Sexta-feira, 01 de novembro de 2013

Visualizada 315 vezes


Maior fabricante de panelas de pressão das Américas, a Alcast, dona da marca Panelux, com unidades no Sul e Sudoeste do Paraná, detém 30% do mercado nacional. Nos próximos dois anos, a meta da empresa é dobrar o faturamento, para R$ 300 milhões

Com escala, preços baixos e foco principalmente na classe C, os irmãos Abelson e Elisandro Carles transformaram uma pequena fábrica de Palmas, no Sul do Paraná, na maior indústria de panelas de pressão das Américas, com uma produção de 400 mil peças por mês. Em pouco mais de uma década, a Alcast, dona da marca Panelux, superou rivais de peso, como a Clock do grupo francês SEB, e hoje é dona de 30% de participação em um segmento que vende 1,2 milhão de unidades por mês no país. A empresa, no entanto, não quer parar por aí. O grupo se prepara para ampliar a produção, explorar novos mercados e mais que dobrar o faturamento nos próximos dois anos, para R$ 300 milhões.

Na área de panelas, a empresa vem colocando em prática a expansão da linha de utilidades domésticas, como frigideiras, caçarolas e assadeiras, que deve ficar pronta em 2014. O objetivo é dobrar a produção de itens antiaderentes, de 350 mil para 700 mil peças por mês, segundo Abelson Carles, sócio da empresa e diretor da unidade de Palmas. A produção de panelas de pressão deve passar de 400 mil para 500 mil peças por mês.

 

Boa parte do sucesso da empresa se deve ao domínio do processo de produção – desde a geração de energia, com uma pequena central geradora – até a produção dos discos de alumínio usados na produção das panelas. O processo é feito em duas cidades. A pequena hidrelétrica, a fundição e a laminação de alumínio funcionam em Francisco Beltrão, Sudoeste do Paraná. A produção de panelas fica em Palmas, mais ao Sul, distante cerca de 154 quilômetros.

 

Com isso, a panela de pressão Panelux consegue chegar ao ponto de venda com preços até 30% menores que as concorrentes, sem abrir mão da segurança. A empresa foi a primeira a receber certificação do Inmetro e aproveitou o aumento do consumo da classe C. “Posso dizer que a gente esteve, nos últimos anos, no lugar certo e na hora certa”, diz Abelson.

 

Para manter taxas de crescimento de dois dígitos, há dois anos, a empresa também passou a desenvolver uma nova marca premium, a 3D, voltada principalmente para as classes A e B (do Brasil e do exterior). A Alcast já exporta para 10 países, mas a ideia é dobrar a participação das vendas externas na produção – de 5% para 10% dentro de dois anos. Também vem desenvolvendo uma panela de pressão que faz frituras, que deve chegar ao mercado em 2014.

 

Os dois irmãos vivem um momento decisivo na empresa, que hoje ocupa quase que 80% da capacidade e precisa aumentar a produtividade para fazer frente à chegada de novos concorrentes, principalmente chineses. Para isso, a linha de produção em Palmas vem aumentando a automatização – recentemente a empresa adquiriu 32 robôs – e um dentro de distribuição em Curitiba está sendo estudado. A Alcast também não descarta criar uma unidade de logística e instalar uma fábrica no Nordeste. “Já somos a maior em panela de pressão. Agora queremos brigar pelo segundo lugar na fabricação total de panelas no país”, diz.

 

Fundição vai quadruplicar produção, de olho em novos mercados

 

O barulho do bate-estaca virou uma constante na fábrica da Alcast em Francisco Beltrão, onde funcionam a fundição e a laminação de alumínio da empresa. Ao lado da atual unidade está sendo erguida uma nova estrutura, que vai mais que quadruplicar a capacidade de produção – para algo próximo de 3 mil toneladas por mês – e permitir à empresa atender novos mercados.

 

A principal novidade é que a Alcast vai produzir bobinas de alumínio para outras empresas, como encarroçadoras de ônibus e refrigeração, dentre outras, segundo Elisandro Carles, responsável por essa divisão da empresa. A obra deve estar concluída até o fim do ano. Cerca de 1 mil toneladas serão transformadas em discos para fazer frente ao crescimento da produção de panelas e 2 mil serão destinadas para o novo mercado.

 

A novas máquinas estão sendo adaptadas para o projeto, de cerca de R$ 30 milhões. Outros R$ 25 milhões estão sendo aplicados para aumentar a capacidade da central geradora de energia do grupo, que fica ao lado, no Rio Santana e que fornece energia para a indústria. “É um projeto autosustentável” diz Elisandro.


Fonte: Gazeta-maringá

 Galeria de Fotos

 Outras Notícias

Rua Marcelino Alves de Alcântara, 133 - Cep: 86650-000 - Santo Inácio - Paraná - (44) 3352-1222 prefeitura@santoinacio.pr.gov.br