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Orçamento congelado prejudica atuação da Polícia Federal no PR...

Terça-feira, 12 de novembro de 2013

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Segundo o Sindicato dos Policiais Federais do Paraná, corporação enfrenta falta de efetivo e de equipamentos

Com recursos em baixa e problemas em alta, o Paraná padece diante da criminalidade. Falta de policiais e equipamentos adequados comprometem o trabalho da Polícia Federal (PF) e abrem brecha para os efeitos da ilegalidade se espalharem pelo País. Nos últimos seis anos, os gastos da PF no Estado com despesas em geral, incluindo locação de mão de obra, passagens e diárias, ficaram congelados em cerca de R$ 9 bilhões, apesar da inflação.

 

Os efeitos do orçamento podem ser notados na estrutura da PF. Segundo o Sindicato dos Policiais Federais do Paraná (Sinpef-PR), o Estado deveria contar hoje com cerca de 1 mil a 1,5 mil policiais. No entanto, o total, destinado à investigação, não passa de 500. “Há locais com apenas oito policiais. A PF está desestruturada e existem cortes de verba gradativamente, além da má gestão da administração central”, diz o presidente do Sinpef-PR, Fernando Vicentini.

 

Paranaguá é um exemplo. Na cidade onde está localizado o segundo maior porto do País, a PF conta com 20 policiais, mas deveria ter pelo menos 70. A redução do efetivo é uma realidade. Em 1990, Curitiba contava com 220 agentes atuando na investigação. Hoje, não passa de 90.

 

A falta de efetivo no Estado resulta em falhas na fiscalização. Na Ponte Tancredo Neves, fronteira de Foz do Iguaçu com Puerto Iguazú (Argentina), 16 cabines construídas para controlar a entrada e saída de pessoas e veículos estão desativadas. O investimento de R$ 250 mil, feito há dois anos, perdeu-se com o tempo. O espaço destinado à apresentação de motoristas antes de entrar ou sair do Brasil passou a ser usado como estacionamento.

 

Na Ponte da Amizade, ligação entre Brasil e Paraguai, há apenas quatro policiais de plantão - metade do necessário para uma via por onde transitam ao dia 40 mil veículos e ao ano cerca de 4 milhões de pessoas, segundo o sindicato.

 

Equipamentos

 

A estrutura e equipamentos da corporação também é colocada em xeque pelo sindicato. Vicentini alega que o Veículo Aéreo Não-Tripulado (Vant), cuja base fica em São Miguel do Iguaçu, a 45 quilômetros de Foz do Iguaçu, não sai do chão. O avião espião está com as licenças da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel) vencidas. Os brevês dos pilotos também venceram.

 

Em Guaíra, fronteira com Salto del Guairá, Paraguai, rota do contrabando pesado de cigarro e drogas, os policiais usam lanchas apreendidas para trabalhar, algumas destinadas à pescaria, sem homologação da Marinha. A principal embarcação, que custou R$ 2 milhões, está estragada e não pode ser acionada quando o nível do rio está baixo.

 

Em Foz do Iguaçu, o sindicato denuncia que não há coletes balísticos femininos, apenas masculinos. A escala de serviços é inadequada e coloca em risco a própria segurança dos policiais. Em razão da sobrecarga da jornada, é grande a incidência de alcoolismo e depressão desencadeados pelas más condições de trabalho.

 

Direção da PF contesta informações do sindicato

 

A direção da Polícia Federal (PF), em Brasília, contesta as informações do sindicato. Quanto ao orçamento, a PF sustenta que o montante de investimento em 2012 foi de R$ 206.236.505,26. O índice de execução orçamentária da PF alcançou os valores de 99% e 115%, respectivamente, nos últimos dois anos, o que comprova eficiência administrativa, diz nota enviada via assessoria de imprensa.

 

O órgão informou que as duas aeronaves do Sistema Vant estão com as licenças de voo em dia, como também a dos pilotos.

Em relação à lancha de Guaíra, a embarcação foi adquirida recentemente e passa por ajustes para atender às necessidades específicas da corporação. Embora esteja com problemas no motor central, a lancha pode operar com outros dois motores que possui, informa a PF. No entanto, o que inviabiliza o uso é o baixo nível do Rio Paraná. Em razão desta condição, a corporação já disse ter adquirido uma lancha blindada hidrojato que navega com profundidade de 40 cm, prestes a ser entregue.

 

Sobre a falta de policiais nas fronteiras, a PF diz que está realizando concursos cujas vagas serão direcionadas à região. Além de 600 novos policiais que passaram a trabalhar no início deste ano, outros 600 serão integrados com a conclusão do curso da Academia de Polícia. A direção do órgão diz ainda que o Ministério do Planejamento já autorizou concurso para 1.200 vagas.

 

Quanto aos equipamentos, a PF diz que adquiriu, no último ano, 914 armas de fogo, das quais 800 não-letais, 18 equipamentos de Raio-X, 15 robôs anti-bombas, 111 binóculos de visão noturna, 180 designadores de laser infravermelho e 457 viaturas. Também foi feito um plano de recuperação das embarcações, que possibilitou a reforma de cerca de 60.

 

Fonte: GAZETA-MARINGÀ

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