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Barbosa libera Genoino para tratamento de saúde fora da cadeia...

Sexta-feira, 22 de novembro de 2013

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Ex-presidente do PT passou mal na quinta-feira e foi encaminhado ao hospital. Ele ficará fora da prisão até que uma junta médica avalie o quadro clínico dele

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, atendeu parcialmente a um pedido da defesa do ex-presidente do PT e deputado José Genoino e permitiu que ele fique em um hospital ou faça tratamento de saúde em casa até que uma junta médica avalie seu quadro clínico. Genoino passou mal na manhã de ontem e deixou o complexo penitenciário da Papuda para passar por exames no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal.

Em um boletim divulgado no início da noite de ontem, o instituto informou que Genoino passou por exames e que “deverá permanecer em observação”. Ele será reavaliado hoje.

 

Mais cedo, o advogado de Genoino, Luiz Fernando Pacheco, afirmou que o deputado havia tido um princípio de infarto. O primeiro atendimento foi realizado por um médico do sistema prisional ainda na Papuda, após Genoino receber a visita de um grupo de senadores. O médico detectou alterações e resolveu transferi-lo para um hospital. Genoino estava bem no início da noite de ontem.

 

Na decisão, Barbosa permitiu que Genoino fique em tratamento domiciliar ou hospitalar até que uma junta de cardiologistas de Brasília avalie o estado de saúde do ex-presidente do PT.

 

Polícia italiana confirma que Pizzolato entrou no país

 

A Polícia da Itália confirmou ontem que o paranaense Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil e condenado a 12 anos de prisão pelo envolvimento no caso do mensalão, está em território italiano e que entrou no país por uma das fronteiras terrestres. Mas, desde então, seu paradeiro é desconhecido.

 

A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia. Roma, porém, insiste que Pizzolato é “um homem livre” e que o alerta vermelho emitido pela Interpol não vale como mandado de prisão para um italiano dentro da Itália.

 

Pizzolato, que tem cidadania italiana, foi o único entre os condenados no caso do mensalão a fugir. Pessoas próximas a ele indicaram que ele teria ido ao Paraguai, passado por Buenos Aires e, de lá, embarcado para a Europa, com destino à Itália.

 

O Ministério da Justiça da Itália deixou claro que, se Pizzolato for preso, a decisão final sobre sua extradição será “política”. E caberá à ministra da Justiça, Anna Maria Cancellieri, a palavra final. Mas a Itália, por tradição, não extradita italianos. “No momento, o Ministério da Justiça não tem uma posição oficial sobre o caso Pizzolato. Por um motivo simples: na situação atual, Pizzolato é uma pessoa livre. É um cidadão como qualquer outro. Não foi preso e não recebemos no Ministério da Justiça nenhum pedido para sua extradição. E enquanto não acontecer nenhuma dessas duas coisas, o ministério não tem conhecimento, digamos, oficialmente de onde se encontra essa pessoa”, explicou um porta-voz do governo italiano.

 

Defesa

 

Em um vídeo divulgado na internet, Pizzolato nega desvio de dinheiro para financiar a campanha do PT. Não se sabe a data da filmagem, feita em uma reunião de petistas. “Essa é a maior mentira”, diz ele sobre as denúncias. O vídeo foi postado no YouTube. “Eu já não tenho mais o que perder na vida. Minha carreira já foi arrasada, minha família, meus bens – com a multa –, minha saúde. Mas eu lutei 33 anos para construir o PT e a CUT”, acrescenta. Pizzolato foi condenado a uma pena de 12 anos e 7 meses de prisão.

 

Interior

 

Condenação e fuga repercutem em Toledo

 

Luiz Carlos da Cruz, correspondente

 

Familiares de Pizzolato que moram em Toledo, no Oeste do Paraná, preferem manter o silêncio sobre o caso. Porém, pessoas próximas à família afirmam que os parentes acreditam que a condenação foi um equívoco. Já na Câmara Municipal da cidade, cinco vereadores protocolaram um projeto que pede a revogação do título de cidadão honorário dado a ele em 1994. O ex-diretor do Banco do Brasil morou em Toledo nos anos 80 onde foi candidato a prefeito, mas não teve sucesso nas urnas. Ele fundou e presidiu o Sindicato dos Bancários local e chegou a disputar o governo do estado em 1990 pelo PT. Na época, durante a campanha, ele atacava com veemência a corrupção.


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