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Gestão Richa vive duas realidades: economia vai bem, finanças vão mal...

Domingo, 29 de dezembro de 2013

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PIB paranaense cresce o dobro da média nacional e estado atrai investimentos; ao mesmo tempo, governo não consegue pagar as próprias contas

Há duas possibilidades para se analisar a gestão do governador Beto Richa (PSDB) em três anos de governo. Na primeira, é preciso observar os números da economia paranaense em 2013. Os dados revelam um dinamismo acima da média nacional.

O Produto Interno Bruto (PIB) estadual vai crescer entre 4,7% e 4,9% neste ano, enquanto o PIB brasileiro crescerá praticamente metade disso, 2,3%. O crescimento do emprego formal no estado foi de 5,1% até novembro, ante 3,9% em todo o Brasil. O estado foi o terceiro a gerar mais vagas de trabalho no país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. A produção industrial paranaense também supera, de longe, a média nacional no acumulado até outubro. Crescimento de 5% pra o Paraná e 1,6% no país.

 

Mas a matemática é outra quando se olha o caixa do estado. O governo estourou o limite de gastos com funcionalismo em cinco dos oito quadrimestres da gestão Richa. No final de 2013, fornecedores sem pagamento deixaram de atender o Executivo. Telefones chegaram a ser cortados e viaturas sem gasolina deixaram de circular.

 

Os números, portanto, permitem que sejam feitas duas retrospectivas para o governador Beto Richa, a depender do ponto de vista. Uma delas mostra o gestor dinâmico, eficiente e parceiro da iniciativa privada. Outra, o governante perdulário e despreocupado com as contas públicas.

 

Dois extremos

 

Na prática, o governo Beto Richa oscilou entre os dois extremos. Na gestão de Richa, o ambiente para o setor produtivo melhorou. Desafios logísticos têm sido superados, o Porto de Paranaguá tornou-se mais profissional e há incentivos tributários e burocráticos, das micro às grandes empresas. Por outro lado, o governo não conseguiu controlar de maneira efetiva suas próprias contas. A constatação é da própria secretária da Fazenda do estado, Jozélia Nogueira, que, ao assumir o cargo, em outubro, disse ter “tomado um susto” com a situação fiscal do estado.

 

Richa culpa a diminuição de repasses federais ao Paraná e a não liberação de empréstimos e financiamentos pelas contas no vermelho (veja entrevista na página 14). Segundo ele, o estado não podia parar, mesmo com a diminuição da verba oriunda da União.

 

O descompasso entre o que o Paraná produz e o que recebe da União é histórico e conjuntural e a própria diminuição dos repasses para o estado já foi objeto de matéria da Gazeta do Povo. O espanto de Jozélia, no entanto, mostra que o governo demorou para arrumar a casa, deixando a situação beirar o insustentável.

 

O fim da novela dos empréstimos e a chegada dos recursos para o caixa do governo estadual no começo do próximo ano deve trazer o alívio esperado por Richa. E será decisivo para definir em qual dos extremos o governador vai encerrar seu mandato.

 

Governador tem 71% de aprovação, mostra pesquisa

 

Com três anos à frente do governo do estado, o governador Beto Richa (PSDB) é aprovado por 71% dos paranaenses, segundo levantamento realizado pela Paraná Pesquisas, em parceria com a Gazeta do Povo.

 

Richa recuperou-se da queda sofrida em agosto, quando sua popularidade chegou a 64%, índice mais baixo desde o início do seu governo, em janeiro de 2011. À época, vários governadores e a própria presidente Dilma Rousseff perderam aprovação, como reflexo das manifestações de junho.

 

A avaliação de Richa cai conforme sobe o nível escolar dos eleitores. Entre os paranaenses com ensino fundamental, a aprovação é de 77%. Entre os eleitores que têm ensino superior, Richa é aprovado por 58%.

 

Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Ricardo Costa de Oliveira, os bons números da economia paranaense explicam a aprovação de Richa. “A aprovação dos governadores segue a lógica do governo federal. A economia do Paraná tem tido bons resultados e isso deixa outras questões em segundo plano”, afirma.

 

 

 

 

 

 

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