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Movimento caiu em aeroportos do PR...

Quarta-feira, 05 de fevereiro de 2014

Última Modificação: 09/06/2020 16:51:24 | Visualizada 279 vezes


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Em 2013, o número de usuários nos terminais administrados pela Infraero diminuiu pela primeira vez em dez anos

Os três aeroportos paranaenses administrados pela Infraero fecharam 2013 registrando a primeira queda, em dez anos, no número de passageiros transportados. Embora um ou outro destino já tenha apresentado declínio nos últimos anos, desde 2003 o conjunto vinha mostrando crescimento na demanda. Estatísticas da estatal federal apontam que, no ano passado, foram contabilizados 9,4 milhões de passageiros nos aeroportos de Curitiba, Foz do Iguaçu e Londrina, abaixo dos 9,6 milhões de 2012.

Esta redução, na casa dos 2%, já era esperada em razão de um movimento baixo desde os primeiros meses do ano, diz o especialista em aeroportos Mauro Martins, da Universidade Tuiuti do Paraná. “Até o primeiro trimestre, começamos o ano com a demanda ruim. A partir do segundo semestre, houve recuperação em um ou outro aeroporto. Curitiba, por exemplo, era para ter queda de 6% a 7%, mas ficou em 1,3%”, comenta.

Martins atribui a queda no número de passageiros a períodos em que os aeroportos de Curitiba e Foz operaram com restrições, devido a obras nas pistas. Mas, para o coordenador da Academia de Ciências Aeronáuticas da Universidade Positivo, comandante Luiz Nogueira Galetto, a redução na demanda tem relação direta com gargalos dos terminais. “Temos voos atrasados, restaurantes caríssimos, estacionamentos com dificuldades, uma série de coisas que aborrecem o usuário. Dependendo do perfil do passageiro, é desanimador”, critica.

Os problemas estruturais, contudo, não são os únicos que afastam usuários do transporte aéreo, pondera o professor Jorge Leal Medeiros, do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). As tarifas, assinala ele, também subiram, influenciadas pela conjuntura econômica. “A falta de investimentos em aeroportos é grave, mas, no global, não deve ser o principal motivo da queda”, pontua.

Procurada, a Infraero informou apenas – via assessoria de imprensa da Região Sul – que o declínio na demanda não está restrito a unidades do Paraná ou a aeroportos administrados pela estatal.

Regionais

O cenário revelado pelas estatísticas da Infraero coloca em discussão outra questão: a viabilidade dos investimentos em 270 aeroportos regionais anunciados pelo governo federal. O plano de expansão da aviação civil no país deve demandar R$ 7,3 bilhões.

Para Galetto, o setor ainda merece passar por intervenções. “O governo, neste ponto, está 100% certo. Quando se fala em multimodalidade no transporte, o aeroporto regional se torna importante para a indústria e o escoamento de bens de alto valor agregado”, defende.

Leal observa, contudo, que o mais importante é desenvolver ações para atrair novas companhias para essas regiões. “Tem que selecionar [os aeroportos] cuidadosamente, porque se não se faz investimentos e ninguém opera depois”, diz.

 

 


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