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Mercado ensaia retomada e lança até 70% mais imóveis...

Segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

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Até 7,5 mil apartamentos devem ser colocados à venda em Curitiba neste ano. Apesar do aumento, setor continuará longe do recorde de 2011

Depois da queda registrada no ano passado, o setor imobiliário ensaia uma retomada no número de lançamentos em 2014. A previsão da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR) é de que sejam colocadas no mercado entre 7,2 mil e 7,5 mil unidades verticais em Curitiba em 2014. Se confirmado, representará um acréscimo de até 70% sobre o volume de 2013 (4,4 mil).

Para as empresas do setor, o ano passado foi de ajuste, em meio a superoferta de imóveis, recorde de entregas e preços mais elevados. “Não adiantava jogar mais imóveis no mercado no ano passado. Ainda não há muita novidade, mas 2014 deve ser um ano melhor”, diz William Ribeiro, gerente regional da Plaenge.

A empresa optou não fazer nenhum lançamento em 2013 em Curitiba, mas para este ano já tem engatilhados três empreendimentos – dois no Ecoville e um no Cabral. Os imóveis, com 130 a 240 metros quadrados de área privativa, vão custar entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

“O ano passado foi mais para dar vazão aos estoques e finalizar as obras. Mas neste ano devemos colocar no mercado dois empreendimentos no primeiro semestre e mais dois no segundo” diz Mayra Doria Mattana, diretora da Doria Construções Civis. Juntos, os quatro empreendimentos, com valores de R$ 100 mil a R$ 750 mil, deverão representar um Valor Geral de Venda (VGV) de R$ 160 milhões.

A velocidade de venda, que havia caído para 8% em meados do ano passado, já voltou para a média de 10%, segundo Mayra.

Preços altos

Apesar do crescimento em relação a 2013, o volume de unidades lançadas não deve repetir o recorde de 2011, de 11 mil unidades. O mercado de Curitiba ainda tem um estoque de cerca de 8,5 mil unidades novas. A demanda anual está em 14 mil unidades, de acordo com a Ademi. “O mercado está caminhando para o equilíbrio”, diz Gustavo Selig, presidente da entidade.

Boa parte do recuo da procura por imóveis no ano passado se deveu à alta dos preços nos últimos anos. “Apesar da oferta de crédito, a renda não acompanhou o aumento dos preços, o que dificultou o acesso aos financiamentos”, diz Ribeiro, da Plaenge. E, para aprovar os recursos, os bancos exigiam salários maiores. “Em cinco anos, um apartamento de 100 metros quadrados que custava R$ 300 mil passou para R$ 600 mil.”

Na Thá, 30% das unidades lançadas no ano passado foram vendidas até agora. O porcentual está um pouco abaixo da média – de 40% –, mas há sinais de melhora, de acordo com Diego Filardi, diretor comercial e de marketing da empresa. Em 2014, a Thá deve colocar no mercado curitibano cinco empreendimentos de médio e alto padrão em bairros como Água Verde, Mercês e Batel.

O ano também será de retomada para a Paysage no mercado de Curitiba. Voltada para empreendimentos horizontais, a empresa não fez lançamentos em 2013 na cidade. “Travou tudo. Apresentamos novidades no interior e em outros estados, mas aqui o mercado estava difícil. Também o ritmo de aprovação de alvarás foi menor” diz Adriane Bugai, gerente de marketing. Para este ano, a empresa tem entre cinco e sete projetos para Curitiba.

Ademi vê alta de até 12% nos preços

O comportamento futuro dos preços dos imóveis, cuja alta afugentou muitos compradores nos últimos meses, não é consenso entre as empresas do setor.

A Ademi acredita que a valorização real, já descontada a inflação, deve ficar entre 10% e 12% neste ano. Algumas construtoras, no entanto, acreditam que o preço será corrigido apenas pelo índice de inflação.

Os indicadores que acompanham os preços – o da FipeZap e o da Ademi – divergem em metodologia e no tamanho da alta. Segundo o FipeZap, em Curitiba os preços dos imóveis anunciados subiram 36,6% nos últimos 12 meses, mas em janeiro ficaram estáveis, com variação de 0,3%.

A Ademi apontou um aumento de 9,5% nos preços em 2013 em relação ao ano anterior. Os números de janeiro só estarão disponíveis no fim deste mês. Desde 2009, porém, o valor médio do metro quadrado privativo aumentou 71% na capital, segundo levantamento da entidade.

 


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