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Ensino profissionalizante cresce 6% em um ano...

Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

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Jovens buscam colocação no mercado de trabalho e melhores salários. Censo da Educação Básica ainda mostra avanço de 45% no ensino integral

Embora os alunos do ensino profissionalizante representem apenas 3% dos 50 milhões de estudantes matriculados na educação básica em todo o país, a cada ano, a modalidade tem ganhado espaço e conquistado mais adeptos. O último Censo da Educação Básica, divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC), mostra que 1.441.051 jovens frequentaram aulas da educação profissional em 2013 – número quase 6% superior ao total registrado no ano anterior.

Rede pública perde alunos; particular ganha

O número de matrículas no ensino básico reduziu 1% de 2012 para 2013. De acordo com o Censo da Educação Básica, o total passou de 50,5 milhões para 50,04 milhões em todo o país. Na mesma direção do cenário nacional, o Paraná também apresenta queda semelhante de alunos matriculados.

Segundo o ministro da Educação, Henrique Paim, a diminuição no número de matrículas se deve à redução da população e a uma melhoria do fluxo, ou seja, da aprovação dos estudantes. A redução maior, de 2,8%, ocorreu nos anos finais do ensino fundamental. Em 2012, havia 13,6 milhões de estudantes nessa etapa e, no ano passado, 13,3 milhões. “As crianças não estão ficando retidas. Na medida em que a criança é aprovada com aprendizado, estamos com uma situação melhor, mas o número cai. É uma queda boa”, completa o presidente do Inep, Chico Soares.

Entretanto, remando contra a maré, escolas particulares têm aumentado o número de alunos. Enquanto, no Brasil, as escolas públicas tiveram uma queda de 1,87% dos alunos, os colégios particulares cresceram 3,46%. No Paraná, não é diferente. Ao passo que o primeiro grupo teve 2,04% menos matrículas em 2013, a rede privada aumentou 2,45% – quase 10 mil matrículas a mais que no ano anterior.

A chance de encontrar mais oportunidades e ingressar mais rápido no mercado de trabalho é uma das razões para que moças e rapazes busquem formação profissional. Um estudo recente, também revelado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), indica que 90% dos jovens entrevistados acreditam nisso. Outra máxima que atrai estudantes está ligada aos salários: 82% concordam que profissionais com certificado de qualificação profissional obtêm maiores salários que aqueles que não têm um diploma.

De acordo com o Censo, a distribuição das matrículas no ensino profissionalizante é equilibrada entre as redes pública e particular (veja gráfico nesta página). No ensino privado, as entidades do Sistema S são responsáveis por grande parte das matrículas. “Historicamente, a educação profissional não foi prioridade na educação do país e agora isso está mudando”, avalia o diretor-geral do Senai, Rafael Luchesi.

Gargalo

Ao divulgar o Censo, o MEC destacou ainda o crescimento de alunos do ensino fundamental que estudam em período integral. Entre 2012 e 2013, o crescimento foi de 45%, chegando a 3,1 milhões de matrículas. “Temos um sistema que foi preparado para atender a educação em tempo parcial. O que estamos fazendo agora é um esforço com a estrutura existente e algum aporte”, diz o ministro Henrique Paim. Segundo ele, o gasto do ministério com o ensino integral nessa etapa da educação é de R$ 2 bilhões ao ano.

No ensino médio, no entanto, o MEC ainda identifica um “gargalo”, motivado, por exemplo, por um currículo extenso e, muitas vezes, pouco atraente aos estudantes. No ano passado, o número de matrículas nessa etapa do ensino era de 8,31 milhões, pouco abaixo do registrado em 2012 (8,37 milhões). “O ensino médio é um problema histórico, que está mudando. As taxas de aprovação no ensino médio, principalmente no 1.º ano estão em torno de 70%. Esse é o gargalo”, afirma o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares.

 

 


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