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Fus?es e aquisi?es de empresas crescem 15% no Paran? em 2013...

Sexta-feira, 07 de março de 2014

Última Modificação: 09/06/2020 16:50:48 | Visualizada 226 vezes


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Ao todo, 38 transações foram feitas no estado. A maioria contou com a participação de investidores estrangeiros

Na contramão do desempenho no Brasil, o Paraná registrou um crescimento no volume de fusões e aquisições no ano passado. Levantamento da consultoria KPMG apurou 38 transações, 15% mais do que no ano anterior, puxadas pelos setores de alimentos, bebidas e tabaco, energia e transportes. Deste total, 20 tiveram a participação de empresas estrangeiras, revelando que o apetite dos investidores internacionais se manteve. No Brasil foram 796 negócios concretizados, 2% menos do que no ano anterior.

A previsão dos analistas é que 2014 seja um ano bom e de retomada desse tipo de operação no país, com crescimento de até 10% nos número de negócios. “Será um ano melhor, ainda que 2014 seja impactado pelo calendário da Copa e das eleições”, prevê Alexandre Freire Nunes, sócio diretor da Zaxo, assessoria especializada em fusões e aquisições.

O apetite dos investidores estrangeiros deve ser embalado também pelos efeitos do câmbio. Com a desvalorização do real, as empresas nacionais se tornam mais “baratas” para aquisições. No ano passado pelo menos duas grandes transações envolvendo capital estrangeiro foram registradas no Paraná. A maior delas foi a compra da Spaipa, engarrafadora da Coca-Cola, pela mexicana Femsa. O negócio, concluído em outubro, envolveu recursos de US$ 1,85 bilhão.

A americana H.B. Fuller Company, por sua vez, anunciou a compra, por valores não declarados, da fabricante de adesivos Plexbond Química, empresa especializada em produtos de poliuretano e resinas de poliéster, com sede em Curitiba.

Muita conversa

A percepção geral, no entanto, é que apesar do crescimento registrado em 2013, o número de operações poderia ter sido ainda maior no estado. “Foi um ano de muita conversa e negociação, mas pouca concretização”, lembra. O cenário deve ser um pouco diferente nesse ano, porque os preços das companhias começam a voltar para patamares mais realistas. Pelo menos uma grande operação deve ser anunciada nas próximas semanas – a da fusão entre a América Latina Logística (ALL) e a Cosan, que envolve cerca de R$ 6,95 bilhões em recursos.

De acordo com Christian Majczak, sócio da consultoria GO4!, alguns setores que lideraram as fusões devem continuar aquecidos em 2014, como alimentos e bebidas e energia.

Mas a lua de mel do mercado com as empresas de consumo, no entanto, parece ter acabado. “Podem ocorrer algumas operações, mas elas não apontam uma tendência”, acrescenta Nunes. Além do setor de alimentos e bebidas, ele aposta em negócios nos setores de saúde e educação, dentre outros.

Para Majczak, embora o investidor estrangeiro se interesse pelo mercado brasileiro, o encanto que havia em 2008 e 2009 não existe mais. O crescimento das transações será impulsionado mais pela busca de sinergias, redução de custos e sobrevivência no mercado competitivo do que pelo potencial de crescimento do mercado, segundo ele.

 


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