ÚLTIMAS NOTÍCIAS /

Lei dos Portos ameaça cortar salário de práticos...

Sexta-feira, 14 de março de 2014

Visualizada 150 vezes


Tabelamento proposto pelo governo pode baixar em até 87% a remuneração dos profissionais. Hoje, eles chegam a ganhar R$ 100 mil por mês

 

Um dos empregos mais cobiçados do mercado está com sua remuneração em risco. Os práticos, encarregados de orientar os comandantes dos navios que chegam a um porto, podem ganhar até R$ 100 mil por mês, mas a nova Lei dos Portos está próxima de impor um limite nestes valores. De acordo com o Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), que representa os profissionais do ramo, as alterações sugeridas pelo governo cortarão entre 70% e 87% os valores pagos pelas operações.

Com o objetivo de baixar os custos da operação portuária no Brasil, o governo federal levou a consulta pública a proposta de tabelar os preços dos serviços de praticagem pelos terminais do país – até então, o valor pago pelas “manobras” eram determinados pela lei de mercado, diretamente entre os navios e os práticos

A reclamação dos armadores, acatada pelo Planalto, é de que o serviço brasileiro é o mais caro do mundo. Para atracar um navio médio no Porto de Paranaguá, por exemplo, o preço da manobra é cerca de R$ 30 mil para uma operação de duas horas. Nos Estados Unidos, por exemplo, o custo da manobra média em um porto similar ao paranaense custa 6 mil dólares (ou R$ 14 mil). “É preciso reduzir os custos da atividade. Essa é a premissa básica da nova lei de portos. Baixando os custos portuários, conseguimos reduzir em alguma medida o frete de uma maneira geral”, afirma o membro do conselho de infraestrutura e logística da MV Consultoria, Sebastião Almagro.

A primeira proposta do governo federal estabelece preços máximos a serem pagos nas atracações nos portos de São Paulo, do Espírito Santo e da Bahia, mas a metodologia utilizada deve ser a mesma nos demais estados.

Atividade privada

Os práticos defendem, no entanto, que a atividade é privada e que a alteração dos preços representa quebra de contratos existentes. Além disso, segundo o Conapra, a atividade envolve uma estrutura custosa e seu corte ameaça a qualidade do serviço.

O conselho dos práticos alega que os preços cobrados hoje são alinhados com os preços dos EUA e a diferença dos valores é decorrente da infraestrutura antiga que torna mais arriscado o trabalho de manobrar os navios por aqui.

Outro problema da imposição dos preços máximos é que a tabela acaba com a diferenciação conforme o tipo de carga – e as consequências de um eventual acidente. “Este é um ponto a se ponderar na proposta. Hoje, navios do mesmo porte podem pagar até cinco tarifas diferentes em função do que estão carregando”, diz Almagro.

 

 Galeria de Fotos

 Outras Notícias

Rua Marcelino Alves de Alcântara, 133 - Cep: 86650-000 - Santo Inácio - Paraná - (44) 3352-1222 prefeitura@santoinacio.pr.gov.br