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Professores estaduais mantêm greve...

Quinta-feira, 24 de abril de 2014

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Negociação entre o sindicato da categoria e o governador Beto Richa não avançou. Ontem, cerca de 70% das escolas foram afetadas

A greve dos professores estaduais continua nesta quinta-feira. Apesar de integrantes do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) terem se reunido ontem com o governador Beto Richa por mais de duas horas, os acordos entre as partes não avançaram. Em mais um encontro marcado para hoje, o poder público deve apresentar uma contraproposta à categoria.

 


Levantamento feito pela Secretaria de Estado da Educação apontou que 22,34% das 2.149 escolas estaduais paralisaram totalmente as atividades ontem, e 53,5% parcialmente. A APP-Sindicato discordou, disse que 70% das unidades aderiram totalmente à greve.

“Tivemos uma adesão muito grande das cidades do interior. Nós estamos abertos ao diálogo e à negociação e estamos dispostos a manter as conversas com o governo estadual”, disse a presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes. A categoria acampou em frente do Palácio Iguaçu ontem e lá manterá o “quartel-general” do movimento.

O sindicato defende que o principal motivo da greve é o descumprimento pelo governo de compromissos assumidos no fim do ano passado. A categoria lista oito temas na pauta de reivindicações.

Uma das principais reivindicações é aumento da hora-atividade – período em que os professores não entram em sala, mas se dedicam à formação continuada, correção de provas e planejamento de aulas. “No Paraná, as aulas possuem 50 minutos. Dessa forma para cada 20 horas semanais de trabalho seriam necessários 7 horas de hora-atividade. Hoje são seis horas”, afirmou Marlei.

Outro ponto questionado pela APP é o reajuste de 8,32% no Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). “O governo não quer nem pagar esses 8,32%. Querem pagar só o reajuste da data-base, que deve ficar em torno de 6%”, disse Marlei.

Outro lado

Horas depois da reunião, ontem, o secretário estadual de Educação, Paulo Schmidt, disse que o governo ainda precisa estudar os “limites legais e financeiros” dos benefícios pedidos pela categoria, especialmente o aumento dos salários. “O governo já concorda com o repasse aos salários do IPCA [índice de inflação do IBGE] a todos os servidores. E qualquer diferenciação entre as categorias depende de análise legal e financeira”, ponderou. A condição de parcelamento do pagamento da progressão salarial também depende de estudo, segundo ele.

Schmidt aponta ainda a questão “complexa do ponto de vista operacional” de se conseguir novos professores para suprir a demanda dos 33% de hora-atividade no meio do ano, mas afirma que esse ponto também será negociado. E reitera que um novo concurso deve contratar 13,7 mil novos profissionais. “Houve avanços substanciais aos profissionais da educação ao longo da gestão. Queremos que avance ainda mais, com agenda de negociação para novas soluções”, disse.

Negociação entre o sindicato da categoria e o governador Beto Richa não avançou. Ontem, cerca de 70% das escolas foram afetadas

A greve dos professores estaduais continua nesta quinta-feira. Apesar de integrantes do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) terem se reunido ontem com o governador Beto Richa por mais de duas horas, os acordos entre as partes não avançaram. Em mais um encontro marcado para hoje, o poder público deve apresentar uma contraproposta à categoria.

 


Levantamento feito pela Secretaria de Estado da Educação apontou que 22,34% das 2.149 escolas estaduais paralisaram totalmente as atividades ontem, e 53,5% parcialmente. A APP-Sindicato discordou, disse que 70% das unidades aderiram totalmente à greve.

“Tivemos uma adesão muito grande das cidades do interior. Nós estamos abertos ao diálogo e à negociação e estamos dispostos a manter as conversas com o governo estadual”, disse a presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes. A categoria acampou em frente do Palácio Iguaçu ontem e lá manterá o “quartel-general” do movimento.

O sindicato defende que o principal motivo da greve é o descumprimento pelo governo de compromissos assumidos no fim do ano passado. A categoria lista oito temas na pauta de reivindicações.

Uma das principais reivindicações é aumento da hora-atividade – período em que os professores não entram em sala, mas se dedicam à formação continuada, correção de provas e planejamento de aulas. “No Paraná, as aulas possuem 50 minutos. Dessa forma para cada 20 horas semanais de trabalho seriam necessários 7 horas de hora-atividade. Hoje são seis horas”, afirmou Marlei.

Outro ponto questionado pela APP é o reajuste de 8,32% no Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). “O governo não quer nem pagar esses 8,32%. Querem pagar só o reajuste da data-base, que deve ficar em torno de 6%”, disse Marlei.

Outro lado

Horas depois da reunião, ontem, o secretário estadual de Educação, Paulo Schmidt, disse que o governo ainda precisa estudar os “limites legais e financeiros” dos benefícios pedidos pela categoria, especialmente o aumento dos salários. “O governo já concorda com o repasse aos salários do IPCA [índice de inflação do IBGE] a todos os servidores. E qualquer diferenciação entre as categorias depende de análise legal e financeira”, ponderou. A condição de parcelamento do pagamento da progressão salarial também depende de estudo, segundo ele.

Schmidt aponta ainda a questão “complexa do ponto de vista operacional” de se conseguir novos professores para suprir a demanda dos 33% de hora-atividade no meio do ano, mas afirma que esse ponto também será negociado. E reitera que um novo concurso deve contratar 13,7 mil novos profissionais. “Houve avanços substanciais aos profissionais da educação ao longo da gestão. Queremos que avance ainda mais, com agenda de negociação para novas soluções”, disse.

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