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Regras para não morrer no trânsito...

Quarta-feira, 28 de maio de 2014

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Respeitar a sinalização, principalmente em cruzamentos, é a medida mais urgente para reduzir a quantidade de óbitos em acidentes

São muitos os alertas – diversas vezes ignorados – para que os condutores não dirijam acima da velocidade nem bebam antes de pegar no volante (ou guidão). Mas, apesar desses dois fatores serem responsáveis por muitas mortes no trânsito, a análise dos casos ocorridos no ano passado em Curitiba mostra que bastaria que os usuários respeitassem a sinalização para que o número de óbitos nas ruas caísse drasticamente. Avançar o sinal vermelho ou a preferencial foi a principal causa de acidentes fatais no trânsito curitibano em 2013.

 

O desrespeito à sinalização de trânsito foi comprovado em 53 acidentes, que levaram a 58 mortes. Além dos problemas em cruzamentos, até mesmo veículos estacionados em locais proibidos, ultrapassagens e conversões irregulares e o desrespeito à faixa de pedestre representaram vidas interrompidas nas ­­ruas e rodovias.

Nas próprias mãos

Para a epidemiologista Vera Lídia Alves de Oliveira, que coordena o comitê da análise das mortes no programa Vida no Trânsito, a noção de que são falhas mecânicas, fatalidades ou de que o outro é sempre o culpado atrapalha a compreensão do que está acontecendo em Curitiba. Ela reforça que, na maioria das vezes, está na “alçada” do usuário, seja pedestre ou condutor, diminuir as chances de que um acidente aconteça. Nesse sentido, ela destaca a importância da direção defensiva. Ou seja, não basta agir corretamente, obedecendo às regras, é preciso antever problemas, estando atento aos demais fatores que levam a colisões.

Causas

Um aspecto que chama a atenção nas mortes no trânsito – além das ações de pedestres e condutores – é a infraestrutura deficitária. A falta de iluminação adequada na via, por exemplo, foi apontada pelo grupo de estudo Vida no Trânsito como um fator que contribuiu para a ocorrência de acidentes fatais. Os problemas de infraestrutura são mais graves em atropelamentos. Entre as deficiências identificadas – e que contribuíram para casos que culminaram em mortes – estão falta de mureta de proteção, má conservação da pista, engenharia que induz ao erro e falta de local de travessia segura. Cada vez que o comitê que analisa as mortes encontra indícios de que a infraestrutura influenciou o acidente, os dados são enviados a um outro grupo, responsável por avaliar a possibilidade de fazer mudanças no trânsito.

 

 

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