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Os super-her?is da l?ngua portuguesa...

Sexta-feira, 11 de julho de 2014

Última Modificação: 05/09/2018 14:38:21 | Visualizada 175 vezes


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Prestes a completar 30 anos, serviço de Telegramática já salvou um sem-número de curitibanos de desastres ortográficos

Eles não têm capa, nem armas futuristas ou poderes especiais, mas já salvaram muitos curitibanos de desastres... ortográficos. Chico, Valentina, Nely, Terezinha, Beatriz, Rosana e Thelmo – só os primeiros nomes mesmo, assim como os nicknames dos super-heróis – fazem parte da equipe do Telegramática, um serviço da prefeitura de Curitiba criado pelo professor Luiz Gonzaga Paul que em 2015 completa três décadas de existência.

 

O quartel-general da equipe fica em uma sala de 48 metros quadrados, localizada na Rua João Gualberto. Munidos de “armas educacionais” – telefone, mil livros, dicionários, revistas e jornais –, eles passam de 20 a 40 horas por semana respondendo a dúvidas sobre a língua portuguesa, considerada por muitos o idioma mais difícil do mundo.

Chico, cujo “nome real” é José Francisco Coelho, é o mais antigo no grupo. São 27 anos de Telegramática. Como toda a equipe, o moço magro e com voz pausada – didática – é professor e tem muita experiência em salas de aula. “São 32 anos. Minha cachaça é a sala de aula. Eu digo que não sei o português. O que sei é explicar o que sei da língua”, conta.

E é essa “expertise pedagógica” que eles usam no serviço. Certa vez, três estudantes desesperados com uma prova ligaram para o “QG”. Chico, em vez de apenas responder às dúvidas, deu uma aula. Uma não, dez. Os garotos, que deviam ter entre 12 e 13 anos, ligavam todos os dias. “Depois da avaliação, eles telefonaram e avisaram, felizes da vida, que haviam passado. Foi uma alegria que só”, conta.

Aula por telefone

Essa é uma das regras da equipe. Quando um estudante liga, não basta apenas uma explicação; é preciso dar uma aula, fazê-lo pensar e se questionar sobre a língua. “Você tem de ser cordial e saber direitinho com quem fala. Pode ser um aluno, um comerciante querendo saber se o texto da placa está certo ou um jornalista com dúvidas sobre a crase”, diz Valentina, que entrou para o time faz sete anos.

E falando em crase, ela, com suas dezenas de exceções, é a que gera muitas dúvidas. Só não perde para o hífen, que, desde o Novo Acordo Ortográfico – que entrou em vigor em 1.º de janeiro de 2009 – passou a ser o principal “vilão” derrotado pelos super-heróis da língua portuguesa.

 

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