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R?ssia far? Copa 50% mais cara..

Segunda-feira, 14 de julho de 2014

Última Modificação: 05/09/2018 14:38:21 | Visualizada 150 vezes


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Com o fim da Copa no Brasil, a expectativa se volta agora para o Mundial na Rússia em 2018, que tem a previsão de ser o mais caro da história. Mesmo com uma diminuição de custos recentemente de R$ 2,9 bilhões, o governo russo prevê gastar R$ 39 bilhões, um valor 50% superior aos R$ 26 bilhões pagos pelo Brasil para realizar a competição que terminou ontem.

O valor da disputa na Rússia mostra que está cada vez mais caro para um país abrigar o Mundial. Até hoje os jogos brasileiros eram os mais caros. A Copa na África do Sul em 2010 custou R$ 7,3 bilhões, a da Alemanha, em 2006, R$ 10,7 bilhões, e a Copa do Japão e Coréia do Sul, em 2002, R$ 10,1 bilhões.

Apesar do Mundial no Brasil ter provado que 12 estádios é um número excessivo para a competição, os russos resolveram seguir o mesmo caminho, com a diferença que serão 11 sedes, já que dois estádios serão na capital Moscou. Sete ainda terão de ser construídos do zero e estão nas cidades de Volgogrado (ex-Stalingrado), Nijni-Novgorod, Samara, Saransk, Kaliningrado, Rostov e Ekaterinburgo.

A abertura e a final será na Arena de Lujniki, em Moscou. Com capacidade para 89.318 espectadores, o estádio construído em 1956 foi sede da abertura dos jogos Olímpicos de 1980, da final da Liga dos Campeões em 2008, entre Manchester United e Chelsea, e já está em reforma ao custo de R$ 1,2 bilhão. Um valor menor que o estádio mais caro do Brasil, o Mané Garrincha, em Brasília, que custou R$ 1,6 bilhão.

Dois estádios já estão prontos: em Kazan, ao custo de R$ 890 milhões, e em Sôchi, que sediou a abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno no começo do ano ao custo de R$ 1,3 bilhão. Completam os locais de jogos os estádios de Spartak de Moscou e o do São Petersburgo. Essas quatro últimas cidades foram confirmadas na Copa das Confederações de 2017.

Dentro das quatro linhas, a expectativa dos russos está no comando do técnico italiano Fabio Capello, o treinador que ganhava o maior salário no último Mundial, R$ 26 milhões anuais. Mesmo eliminado na primeira fase, após dois empates e uma derrota, Capello teve o contrato renovado até o Mundial de 2018, o que gerou protestos no país com direito a uma “chuva de preservativos” feita pelos manifestantes em frente a sede da União de Futebol da Rússia.

Para a competição o presidente Vladimir Putin já afirmou que todos que forem aos jogos não precisarão de vistos para entrar no país. Uma atitude simpática para atrair turistas diante das animosidades criadas no último ano com a invasão da Criméia, pertencente à Ucrânia.

Pelo menos a simpatia da Fifa o governo do russo já conseguiu. O fato do governo de Putin ser mais centralizador foi comemorado pelo secretário geral da entidade Jérôme Valcke, depois das dificuldades encontradas no Brasil para negociar com as esferas federal, municipal e estadual. “Menos democracia às vezes é melhor para organizar uma Copa do Mundo”, disse Valcke há cerca de um ano. A entidade promete ser mais rigorosa com prazos para que todos os estádios fiquem prontos seis meses antes dos jogos.

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