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Quarta-feira, 02 de setembro de 2015

Última Modificação: 27/08/2018 18:53:33 | Visualizada 158 vezes


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Pela segunda vez seguida, a produção industrial nacional mostrou sinais de fraqueza. Em julho, na comparação com o mês anterior, a atividade fabril recuou 1,5%, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (2). A baixa é a maior desde dezembro de 2014.

"Essa queda de 1,5% é uma queda importante. Bate em dezembro do ano passado, que tinho sido 1,8%. E por categorias economicas, há importância nas quedas de bens semiduráveis não duráveis (-3,4%). O resultado de julho para essa categoria elimina o avanço que essa categoria tinha tido nos dois meses anteriores", analisou André Luiz Macedo, gerente de Indústria do IBGE.

Já em relação a julho do ano passado, a queda foi ainda maior, de 8,9% - a mais intensa para julho desde 2009, nessa base de comparação. Naquele mês, a retração havia sido de 10%. No ano, de janeiro a julho, a indústria acumula perdas de 6,6% e, em 12 meses, de 5,3%.

"O resultado desse mês [-1,5%] faz com que o total da indústria não só se distancie do ponto mais elevado da série histórica [14,1%, alcançado em junho de 2013], mas faz com que o setor industrial opere em níveis de 2009. Em termos de patamar, está próximo de maio de 2009, de um período onde a indústria vinha buscando se recuperar, após 2008."

De acordo com o gerente do IBGE, essa queda é explicada por um baixo nível de confiança dos empresários e dos consumidores, afetando os investimentos por um lado, e o consumo por parte das famílias, por outro.

"Seja porque tem mercado de trabalho funcionando em ritmo menor, aumento da taxa de desemprego, massa de salário funcionado de forma mais lenta, aumento do nível de preços. Isso tudo afeta claramente o consumo das famílias, além da própria questão do crédito."

Alimentos e bebidas
De junho para julho, a maioria dos setores apresentou resultados negativos. O recuo foi puxado, principalmente, por produtos alimentícios (-6,2%), atividades de bebidas (-6,2%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,7%) e de indústrias extrativas (-1,5%), entre outros. 

"Além do açúcar, que tem impacto importante [no setor de alimentos, a gente observa pontualmente reflexos negativos vindos do complexo de carnes, seja bovinos ou aves, e parte do suco de laranja também tendo queda. A parte de carnes tem comportamento positivo ao longo do ano. Uma das razões vem das exportações. Quando olho 2015, há um comportamento positivo no setor de alimentos, mas olhando na margem, tem comportamento negativo na passagem de junho para julho."

Entre as categorias, a de bens de consumo semi e não-duráveis teve a maior retração ao recuar 3,4%. Também tiveram taxas negativas os setores produtores de bens intermediários (-2,1%) e de bens de capital (-1,9%).

Na análise das categorias, bens de capital recuaram 27,8% e bens de consumo duráveis, 13,7%. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-9,2%) e de bens intermediários (-5,6%) também registraram queda.

"Você observa todas as categorias econômicas e claro, o total da indústria, numa redução do ritmo de produção", afirmou o gerente.

PIB
Na semana passada, o IBGE apresentou o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre deste ano. Na comparação com os três primeiros meses de 2015, a queda do indicador foi fortemente influenciada pelo recuo verificado na indústria.

Na análise dos setores, todos registraram queda, puxada pela indústria, que teve retração de 4,3%, pela agropecuária, de 2,7%, e pelos serviços, de 0,7%.

 

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