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Paran? registra bloqueios, paralisa??o e dispensas...

Sexta-feira, 12 de julho de 2013

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Manifestações aconteceram em diversas regiões do estado. Em Curitiba, ônibus interromperam serviços por três horas e comércio fechou mais cedo. No interior, praças de pedágio foram alvo

No Paraná, o Dia Nacional de Lutas, promovido pelas centrais sindicais ontem, teve como consequência a ocupação de pelo menos 15 praças de pedágios, bloqueios em rodovias que cortam o estado, paralisação parcial do transporte coletivo de Curitiba, fechamento antecipado de parte do comércio da cidade e dispensa de servidores públicos municipais e estaduais.

Em Curitiba, cerca de 600 pessoas, segundo a Polícia Militar, se concentraram na Praça Rui Barbosa para reivindicar melhorias para suas categorias. O maior impacto das manifestações foi causado pelo Sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba (Sindimoc).

O transporte coletivo na região central de Curitiba foi paralisado das 16 às 19 horas. Muitos decidiram pedir carona a amigos e familiares para conseguir voltar para casa.

Um mandado proibitivo expedido pela Justiça a pedido da Urbs, entregue antes da reunião dos motoristas e cobradores, determinou que, em caso de paralisação, 50% dos ônibus deveriam continuar circulando.

Segundo o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, o movimento não pensava em paralisação geral ou no prejuízo dos usuários do sistema. “O transporte público funcionou normalmente durante todo o dia. Se nós julgarmos necessário, devido à quantidade de pessoas na praça, pararemos apenas os ônibus que circulam na região por questão de segurança”, afirmou o presidente, antes da assembleia da categoria que determinou a paralisação.

Com a suspensão da circulação de ônibus na Praça Rui Barbosa, os coletivos paravam em ruas próximas, o que gerou lentidão no trânsito em alguns pontos como na Avenida Sete de Setembro e Praça Carlos Gomes.

A repentina interrupção surpreendeu alguns usuários. “Acabei de entrar na estação-tubo e os ônibus pararam de passar aqui na praça. Agora, não vou ter meu dinheiro de volta e não vou ter como voltar para casa”, disse o zelador Valdeci Oliveira.

Os transtornos causados não impediram que a população apoiasse o movimento. “Eu vou voltar a pé para casa, mas é importante esse movimento para tentar melhorar as coisas”, comentou a aposentada Maria do Carmo.

O Sindicato dos Comer­­ciários de Curitiba e região (Sindicom) orientou os empresários a liberarem seus funcionários a partir das 14 horas. O anúncio dos protestos e a iminência de suspensão dos ônibus também diminui o movimento na região central. Lojas do centro encerram o expediente mais cedo, fazendo com que, nas ruas, a correria de uma quinta-feira se transformasse na tranquilidade de um domingo típico.

 

 

 

Fonte: GAZETA MARINGÁ

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