Terça-feira, 23 de julho de 2013
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Crianças, jovens e adultos até 49 anos podem tomar vacina contra hepatite B em todas nas unidades básicas de saúde de Curitiba e no Centro de Orientação e Aconselhamento (COA). A campanha contra os tipos A, B e C da doença foi lançada nesta segunda-feira (22) na capital paranaense e vai marcar a Semana Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, que segue até domingo (28).
Além da vacinação, a rede pública também oferece testes diagnósticos. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, Juliane Costa Oliveira, explicou que, até o início de 2013 o limite de idade para tomar a vacina era de 29 anos, porém, em abril, uma portaria do Ministério da Saúde ampliou o público-alvo. Segundo Juliane, foi considerado o fato de a hepatite B ser transmitida por transfusão de sangue e relações sexuais.
Para que o organismo fique protegido contra a doença, é necessária a aplicação de três doses da vacina. De acordo com a Prefeitura de Curitiba, até 2012, a rede municipal aplicava cerca de 10,5 mil doses de vacina contra a hepatite B por mês e que, aproximadamente, 3,7 mil exames mensais para diagnósticos da doença eram realizados.
A rede de saúde municipal também oferece exames para diagnóstico da hepatite C, que ainda não tem vacina. A média mensal de exames realizados é de 1,1 mil, conforme a prefeitura.
As hepatites B e C são transmitidas pelo sangue e pelas secreções contaminadas. Já a hepatite A – cuja vacina ainda não existe na rede pública – está relacionada à higiene deficiente. O consumo de água e alimentos contaminados e a precária higiene pessoal são comportamentos facilitadores da doença.
As hepatites são doenças graves que afetam o fígado e se desenvolvem sem que os portadores percebam, podendo evoluir para cirrose ou câncer de fígado. Desde 2003, foram confirmados 1.587 casos de hepatite A, 1.848 de hepatite B e 2.802 de hepatite C na, em Curitiba.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que realiza ações permanentes de educação em escolas e na sala de espera das unidades de atendimento. O objetivo é alertar jovens e adultos sobre os meios de prevenção. A orientação é evitar a ingestão de água e alimentos contaminados e a nadar em locais impróprios para banho.
Outra orientação é o uso de preservativos e o cuidado ao escolher o local onde fazer tatuagens e piercing, assim como manicure e pedicure – certificando-se de que sejam utilizados itens descartáveis e de que os materiais que precisam ser reutilizados tenham uma higiene rigorosa. Também recomenda-se que as pessoas frequentem somente estabelecimentos com licença sanitária.