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  O primeiro-ministro da Grécia amea&

Quarta-feira, 01 de julho de 2015

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O primeiro-ministro da Grécia ameaça renunciar se for derrotado no referendo do próximo domingo, quando os gregos vão às urnas dizer se apoiam ou não o plano de austeridade dos credores. Enquanto isso, os gregos esperam o desfecho desse drama que parece não ter fim.

Milhares de gregos amanheceram em frente aos caixas eletrônicos. Um aposentado disse que para ele não importa se o dinheiro é o Euro, Dracma ou qualquer outro, o importante é que ele tenha o suficiente para sobreviver.

A União Europeia tenta de todas as maneiras uma aproximação com a Grécia. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pede ao primeiro ministro grego que dê um passo para a convocação de uma reunião extraordinária para se tentar um acordo até meia-noite, mas Alexis Tsipras está irredutível.

Na segunda, o premiê grego declarou que a Grécia é a pátria da democracia e o referendo se fará, como meio democrático de expressão do povo. Em uma longa entrevista à TV de Estado, Tsipras admitiu que se vencer o sim, deixará o governo. Se a maioria dos gregos votar não, então ele acredita que as negociações com os credores poderão ser reabertas.

O ministro das finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, declarou que o pais poderá recorrer à Corte Europeia de Justiça para bloquear a expulsão da Grécia da Zona do Euro.

Na segunda, milhares de pessoas ocuparam a Praça Sintagma, em frente ao parlamento, para defender o não ao plano de austeridade dos credores.

A população grega passará uma semana amarga: o limite de 60 euros para os saques nos caixas eletrônicos pode ser reduzido para 20 euros, segundo a imprensa do país.

As quedas no mercado financeiro nesta terça estão mais contidas, porque os operadores estão mais confiantes nos instrumentos do Banco Central Europeu para enfrentar esta crise.

À noite vence a parcela de 1,6 bilhão que a Grécia tem que pagar aos credores, neste caso específico, ao FMI. Se não pagar, a falência poderá ser decretada dentro de um mês.

Clima de incerteza afeta população grega

Nas ruas de Atenas aumenta a incerteza da população grega, que pelo dia segundo dia seguido vê os bancos fechados. O clima está estampado nos jornais gregos: “O clima está congelado” e “Pensões com lágrimas” são algumas das manchetes.

Pelo segundo dia seguido, aposentados que não têm cartão de banco tentaram – em vão – sacar pensões nas agências. “Se eu não recebo minha aposentadoria no fim do mês não tenho como seguir adiante”, afirma um homem.

Agências serão reabertas na quarta apenas para pagamento de pensões. O restante dos gregos precisa sobreviver com 60 euros por dia até a próxima segunda-feira. “Tem quatro pessoas na minha família, então cada uma tem que viver com apenas 15 euros”, lamenta uma mulher.

Os turistas na Grécia enfrentam uma situação bem diferente: para os estrangeiros com cartões emitidos no exterior não foi imposto limite de saque, mas quem precisar retirar dinheiro primeiro precisa encontrar um caixa disponível e enfrentar a fila.

Brasileiros de férias em Atenas não reclamaram. Alguns viram até uma oportunidade: “Até achamos que os preços aqui estão muito bons”, diz um senhor.

“Afetar a vida do turista não afetou em nada”, afirma outro homem.

Bolsas europeias operam em baixa; asiáticas sobem

As bolsas europeias voltaram a operar em baixa, mas sem as quedas acentuadas de segunda, quando o mercado reagia à notícia do fracasso das negociações entre a Grécia e os credores.

Na Ásia, as bolsas recuperaram as perdas de segunda e fecharam em alta na terça, mas os investidores ainda temem novas turbulências por causa da crise grega.

No vai e vem das negociações, assessores do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, dizem que ele aprovou a última proposta da Comissão Europeia, apresentada a ele na segunda à noite. Essa proposta estende o socorro financeiro à Grécia em troca de novas medidas de austeridades.

Entenda como a Grécia chegou a este ponto

A história começa em 2001, quando a Grécia foi aceita na Zona do Euro. Naquela época, o governo deu uma maquiada nos números, porque o currículo não era nada bom: inflação alta, dívida fora do controle e déficit nas contas públicas.

Todos esses problemas vieram à tona em 2008, no auge da crise global. Os investidores passaram a evitar países com as contas desequilibradas - como a Grécia - e a economia grega desandou de vez.

Dois anos depois, o governo grego fechou um acordo com o a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. A Grécia recebeu um empréstimo bilionário, mas, em troca, teve que adotar medidas de ajuste fiscal, como corte de gastos e congelamento de salários. A população não gostou e teve muito protesto. Isso foi em 2010, com o antigo governo.

O primeiro-ministro atual foi eleito justamente com a promessa de acabar com essas medidas de austeridade. Agora, os gregos vão decidir se aceitam esse remédio amargo imposto pela União Europeia ou se mergulham no abismo e tentam se recuperar da recessão sozinhos, sem a ajuda financeira do bloco.

Grécia não vai pagar o FMI, diz ministro

O ministro das finanças grego, Yanis Varoufakis, confirmou que não vai pagar a dívida de 1,6 bilhão de euros com o FMI, que vence nesta terça-feira (30), mas que ainda espera chegar a um acordo com os credores até o fim do dia.

De manhã, o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker retomaram as conversas por telefone.

Lideranças políticas gregas dizem que, caso a Grécia chegue a um consenso de última hora com os credores, o plebiscito poderia ser cancelado.

 
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